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Growth hacking

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Na era digital, novas necessidades geram novas oportunidades para outros tipos de profissionais. Algumas profissões, recém criadas, já movimentam os bastidores de startups em todo mundo. Muito desejado por grandes empresas de softwares no mundo, o profissional focado em growth hacking (o hacker de crescimento) é uma das novas profissões que empresas (especialmente de tecnologia) desejam ter.

O maior nome do growth hacking no mundo é o Sean Ellis. Isso porque, foi um dos responsáveis por popularizar o tema nas comunidades techs no mundo. Sean foi um dos responsáveis por áreas de marketing e crescimento de Dropbox (onde foi o primeiro profissional de marketing de lá), Eventbrite, LogMein entre outros bons cases. Ele foi o pioneiro em descrever ações e testes que esse novo profissional faz e também foi um dos primeiros a disseminar conhecimento sobre.

Muito desejado por empresas modernas, o growth hacker passa por um hype no mercado de trabalho e vou explicar o por quê.

O que é Growth Hacking?

Growth hacking é o conjunto de técnicas usadas por profissionais de marketing (e de outras áreas) para testar e validar ideias de crescimento. O próprio Sean Ellis, defende o termo “growth hacking” como a experimentação dentro de marketing. A ideia central desse conceito é aplicar técnicas, testes e hacks (atalhos) para um propósito de crescimento (growth) nas empresas.

Se tentarmos traduzir o termo growth hacking na sua essência, talvez o que mais se aproxime fielmente é “atalho de crescimento”.

Mesmo com a popularização do “GH’s” dentro de equipes de marketing, é claro que o real profissional com essa mentalidade é aquele que entende bem o processo da jornada de compra, de ponta a ponta de uma empresa, com qualquer tipo de produto. Na minha opinião growth hacking é muito mais que uma matéria a ser estudada, uma atribuição dentro de uma empresa ou um cargo. Growth Hacking é uma mentalidade.

Muito mais que aplicar os artigos escritos pelo próprio Sean Ellis e pelos autores do blog growthhackers.com, ser um growth hacker é entender como as máquinas de vendas e marketing funcionam com as áreas de produto e tecnologia de uma empresa. Independente do tamanho dela.

Como esses profissionais acabaram sendo responsáveis pelo crescimento de algumas empresas mais famosas do mundo, foi criado um certo “hype” em cima desse tema. Isso se popularizou e uma grande porção de profissionais de marketing mudaram os cargos para “growth hackers”. Nisso, foi depositada uma responsabilidade errônea nesse novo cargo. Muitas vezes essa responsabilidade, de crescer um negócio, fica 100% nas mãos dele. O que é bem errado.

Exemplos de growth e hackings na prática

Existem bons exemplos (e simples) de aplicação do real growth hacking na prática. Separei alguns cases de empresas brasileiras que aplicaram técnicas simples e que deram resultados importantes em crescimento.

  • Member Get Member do Nubank. Técnica de indicação de clientes que foi usada pela conta digital brasileira mais famosa, para ganhar tração na aquisição de clientes de forma barata e inteligente. Quando um cliente indica outro, a qualidade do lead é melhor em termos de qualificação e scoring (classificação de crédito).
indicacao clientes nubank

O Nubank cresceu vertiginosamente com uma técnica simples e funcional: indicação. Foto: App Nubank

  • Notificações de cobrança da Vindi. Todas notificações de cobranças enviadas pela plataforma da Vindi, ilustram nosso logo no footer das notificações via email. Com isso, nossos clientes enviam faturas e cobranças e todos clientes deles, recebem essa notificação com um CTA sutil. Essa hipótese foi provada pela gente, que teríamos mais cadastros numa LP nossa, se colocássemos nosso logo em todas notificações de cobrança.

Veja abaixo.

growth hacking vindi

Todas notificações dos clientes da Vindi vão com o footer com nosso logo e link para uma LP de cadastro.

  • Cotação de milhas – HotMilhas. Esse site que compra e vende milhas faz uma cotação online com a quantidade de milhas desejada. O ponto principal é que ele só mostra o valor da cotação das milhas, por email, obrigando todos interessados a colocar um email real para receber os dados do orçamento no inbox.
hotmilhas gowth hacking

Para obter uma cotação da Hotmilhas, você precisa colocar email e nome. Você recebe a cotação por email. Simples e direto. Foto: Hotmilhas

  • Autoridade em páginas com endereço – GuiaBolso. O app de finanças mapeou todas páginas de bancos no Brasil (provavelmente usaram um crawler) e têm mais ranking orgânico do que os próprios bancos. O intuito da startup é empurrar os leads para o cadastro e uso do app. Se você digitar “Itaú Sena Madureira” no Google, não é o site do banco que você verá, e sim, uma página do GuiaBolso com endereço da agência, telefone e etc. Em primeiro lugar das buscas e orgânico.
guiabolso growth hacking

Pega essa, Itaú. Foto: GuiaBolso

  • Growth Hacking no Tinder. Essa vale ouro. Meu chapa Bernardo Jaber, um dos growth hackers que mais admiro, hackeou o Tinder para encontrar uma namorada (e conseguiu). A história completa está aqui. Vale muito ler. O próprio Tinder compartilhou a história dele, nesse experimento.
growth hacking tinder

O Hacking que merece o Oscar. Foto: Medium Bernardo Jaber

Crescimento e hacks são um exercício de métricas

Os slides “Startup Metrics for Pirates” do Dave McClure (fundador da 500Startups), ilustram o conceito de AARRR (analogia de uma expressão pirata) e funciona muito bem para entender o processo de compra de um produto de tecnologia. O “funil pirata” de McClure, ficou famoso e ilustra alguns estágios dessa jornada de decisão de compra:

O que é AARRR é na prática?

  • Aquisição (Acquisition) – onde os clientes são conquistados;
  • Ativação (Activation) – ativação, experiência e sucesso do cliente;
  • Retenção (Retention) – clientes usando o produto e mantendo a receita em casa;
  • Receita (Revenue) – receita chegando através do uso do produto;
  • Indicações (Referral) – clientes começam a indicar o software ou serviços para outros potenciais.

Esse processo de ponta a ponta, podem ser enfileirados em 1. Adquirir clientes, 2. Ativar, 3. Reter, 4. Faturar e 5. Indicar. O processo bem elaborado de growth hacking é melhorar e potencializar esse funil. É também, dar eficiência em termos de custos para essas etapas. É hackear processos que já precisam acontecer.

growth hacker

Apesar de ter uma conexão com o funil pirata, Growth Hacking é coisa boa. Foto: Piratas do Caribe – Disney

Como implementar técnicas de growth hacking?

Algumas pessoas erram em pensar que um growth hacker é o “cara do marketing” que faz as automações de CRM, disparos de emails, configuração de chatbots e gestão de campanhas. Há também o próprio profissional de marketing que se sente growth hacker, somente por estar num time de crescimento. Implementar dentro de casa, conceitos de growth é ir além de contratar um profissional que conheça isso.

“O verdadeiro growth hacker é aquele profissional que testa, experimenta, gera resultado e contribui para que todos da empresa criem a mentalidade de crescimento.”

Implementar essa mentalidade na empresa é desafiador demais. Por isso, o verdadeiro growth hacker é um entusiasta do conceito e não um aplicador de processos de marketing, simplesmente. Existem alguns caminhos para quem queira implementar growth hacking de forma sustentável.

Ilustro um pouco a seguir:

Elaboração um plano de crescimento

Crescer significa aumentar receita e dar sustentação a uma máquina de crescimento saudável. Para isso, caminhos podem ser seguidos: aumentar a carteira de clientes, aumentar o ganho por cliente já instalado na base e combinar as duas estratégias. Os dois caminhos precisam de um plano. Comece esse plano de crescimento com provocações do tipo: “se tenho 1000 clientes como faço para dobrar, se o ticket médio do meu cliente é R$300 como subo para R$700” e assim por diante. Entender métricas SaaS ajuda bastante nessa etapa.

Dê autonomia ao time

Dar autonomia para equipes de marketing, de tecnologia e produto, significa que eles poderão testar, fazer experimentos para melhorar a entrada e manutenção dos clientes. Testes A/B (comparações de fluxo), mudanças de sites, páginas e formulários são bem comuns nessa etapa. E necessita de certa coragem para errar nessa etapa. A parte mais importante dessa etapa é a experimentação.

Medir é mais que importante

Todas métricas de crescimento devem estar na mão. KPI’s à vista, podem ajudar nas análises, mas o que será mandatório e ter à vista todos resultados de testes e experimentos. A principal via de experimentos de growth hacking é tentar provar uma hipótese. Se testada e comprovada, essa hipótese pode encurtar muito os caminhos.

Tenha uma métrica da estrela guia

Definir uma métrica única, é uma dor. Mas isso traz transparência, clareza e alinhamento no crescimento de uma empresa. Escrevemos um post sobre a Métrica da Estrela Guia aqui, visite. Essa métrica definirá um bom engajamento de todos na companhia e incentivará uma mentalidade growth, sem desvios de áreas e coloca todos no mesmo propósito.

Minha empresa precisa mesmo de um growth hacker?

Talvez a principal dica que eu possa dar é: sua empresa não precisa de um growth hacker. Parece antagônico eu estar escrevendo esse texto sobre o tema e sugerir outra coisa, mas é isso mesmo. O texto explica os principais pontos do termo, mas ter um growth hacker dentro de casa nem sempre é a solução. Gosto muito de empresas que tem mentalidade de growth hacking. Empresas como Uber, Facebook, Tinder, Dropbox, Netflix, Zendesk, Slack entre outras grandes marcas, usam estratégia de growth de forma excepcional e irrigam todas as áreas com essa mentalidade. Não deixando essa responsabilidade em uma única área ou pessoa.

O que faz um growth hacker na prática? Assista ao vídeo!

Quando esse conceito toma conta de áreas como tecnologia, marketing vendas e afins, o crescimento acontece de forma sustentável e orgânico. Contratar um growth hacker para ele resolver o problema de crescimento é a pior decisão que uma empresa possa tomar. Se a ideia é contratar um especialista para irrigar essa mentalidade de crescimento dentro de toda a companhia, isso sim é uma boa decisão.

“Sua empresa precisa de uma mentalidade de growth, não um cara para fazer automação”.

Growth Hackers para seguir (nacionais e internacionais)

Elaborei uma lista para você seguir e acompanhar os conteúdos mais legais, que são compartilhados por quem realmente faz e acontece. Posso cometer algumas injustiças, como toda lista, mas preparei sugestões de nomes que realmente levaram empresas a alguns lugares altos.

Olha aí:

  • Gabriel Costa – grande nome do mercado, construiu a máquina da Resultados Digitais. É grande professor do tema;
  • Bernardo Jaber – construiu máquinas na Rock Content, Fundação Estudar, Xerpa e é o cara do Tinder (era, pelo menos);
  • Raphael Lassance – vem disseminando bastante o tema no mercado brasileiro em palestras;
  • Brian Balfour – ex-VP de growth da Hubspot. Um cara a ser seguido;
  • Renato Mesquita – ex-Rock Content, é um dos mais respeitados;
  • Diego Gomes – CEO da Rock Content, conhece crescimento como ninguém;
  • Sean Ellis – papa do assunto, pioneiro do termo;
  • Marine den Boer – foi líder de crescimento na Coca-Cola e hoje está liderando o Mailchimp;
  • Tiago Barra – ex-99, Rappi, ClickBus e Empiricus. Um cientista de dados na lista;
  • Jana Ramos – conheço bem, trabalhou na Vindi. É uma das melhores professoras que conheço;
  • Neil Patel – famoso por diversos produtos digitais, o londrino descendente de indianos é fera em tráfego;
  • Andrew Chen – arregaçou as mãos no Uber (lá atrás) e hoje investe pesado em startups.

Empresas brasileiras que usam growth hacking

Diversas empresas usam técnicas de growth hacking, diariamente para crescer. Especialmente as de tecnologia, as novas empresas já estão nascendo com essa mentalidade. Importante frisar: quem usa técnicas de growth de fato, se preocupam na sua maior parte com produto, e não com marketing. Algumas exemplos a seguir:

Glossário de termos growth hacking

  • Hack (atalho, brecha, buraco);
  • Hacking (ato de achar atalhos e brechas);
  • North Star Metric (métrica da estrela guia);
  • Growth (crescimento);
  • Hacker (nesse contexto de marketing é o profissional que usa as técnicas e testes);
  • Hype (alta ou “está na crista da onda”);
  • A/B test (testes de comparação de conversão);
  • CTA – Call-to-Action – (chamada para ação);
  • Landing Page (páginas de aterrisagem ou páginas que contam histórias para converter);
  • Lead (usuário/cadastro que pode virar cliente);
  • Crawler (robô configurado através de código para varrer sites e copiar dados públicos);
  • Chatbot (robôs de mensagens que simulam atendimento humano).

Melhores cursos sobre growth hacking

Lembre-se, growth hacking é uma mentalidade, não uma área ou um cargo. Gostou do texto? Comenta aí!

Leia nosso post sobre Economia da Recorrência aqui.

Fundador e CEO da Vindi, plataforma líder em recorrência e criador do maior evento de empresas SaaS e Assinaturas do país, o “Recorrência”. É também, o co-host do podcast Like a Boss.

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Fintechs

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Fintechs são empresas de tecnologia que resolvem problemas no setor financeiro. O termo “fintech” foi popularizado inicialmente pela consultoria Accenture e outras consultorias globais, que começaram a publicar reports e conteúdos citando a transformação digital das startups financeiras no mundo. As primeiras fintechs a serem amplamente divulgadas, foram os cases como Square, Stripe, Paytm entre outras gigantes mundiais. No Brasil, Nubank, XP, GuiaBolso e Moip foram algumas das primeiras a serem cobertas pela mídia, antes mesmo do grande boom no mundo.

Mas o que é essa revolução financeira que a mídia cobre diariamente?

O que são fintechs?

Para facilitar ainda mais o entendimento, eu gosto de frisar que: fintechs são startups financeiras. Muitas discussões são formadas em torno do termo, onde “especialistas” afirmam que esse tipo de negócio se caracteriza por empresas que promovem a revolução financeira digital. São a “nova cara do mercado financeiro”. Bancos digitais por exemplo são um tipo de fintech.

Muito mais que isso, fintechs são naturalmente startups que estão inseridas no ambiente financeiro. Muitos relatórios e outras pesquisas incluem iniciativas de grandes empresas como fintechs, caso do banco Next, do Bradesco, que pretende ser o braço digital do banco na abertura de contas, porém não colocaria essa iniciativa do banco, como uma fintech.

“Fintechs são startups financeiras”

Lugares como Londres, São Francisco, São Paulo, Tóquio, Paris entre outras cidades começaram a criar uma densidade de nascimento de novas fintechs em meados de 2012. Algumas nesse período realmente começaram a fazer frente à concorrência com bancos. Esse é inclusive, um motivo grande do hype em cima das fintechs: a mídia ampliou a cobertura de artigos provocando pautas como “fintechs vão matar bancos”, “bancos x fintechs” e outros tipos de matérias que fizeram as pessoas discutirem e compartilharem muitas notícias citando esse embate. Na prática, por aqui no Brasil, o cenário é de colaboração: fintechs usam muitos serviços e estruturas de bancos.

As duas únicas fintechs que realmente pressionaram os bancos e grandes empresas foram: Nubank e Stone.

Por que as fintechs pressionam os bancos?

Alguns motivos levam a entender que as fintechs são uma revolução de fato para o mercado financeiro. Primeiro que elas propõem uma nova forma de consumo: com tarifas e taxas mais baratas que banco, segundo porque a experiência proposta por elas também pressionaram os bancos a mudarem a forma de aquisição e atendimento dos clientes. Isso exigiu uma mudança por parte dos bancos em melhorarem serviços, digitalizar as operações e pensar cada vez mais na experiência dos clientes.

Seja emprestando dinheiro como faz a Biz Capital, gerindo investimentos, como a Vérios, ou abrindo conta pj para startups, caso da Conta Simples as fintechs promovem uma nova forma de atendimento, acesso e venda de serviços financeiros. Essa talvez seja a melhor definição sobre a revolução das fintechs no mercado.

Longe de abrirem uma guerra contra os bancos, as fintechs conseguiram ao menos, pressionar o mercado, para uma concorrência mais justa por melhores serviços.

Tipos de fintechs por categoria

Diversas categorias de fintechs foram surgindo de acordo com o crescimento de mercado financeiro e da demanda de digitalização de setores.

Fintechs: as maiores do mundo

Alguns relatórios e pesquisas ilustram as maiores fintechs do mundo. Fiz um pequeno exercício aqui sobre as maiores fintechs e ilustrei um pouco o que elas fazem. Como qualquer lista, posso ter cometido alguns deslizes em esquecer algumas, mas dei ênfase em outras que gosto bastante.

Pessoas do mercado conseguem lembrar facilmente os nomes das fintechs mais famosas: Stripe, N26, Nubank, Credit Karma, entre outras, mas nem sempre as mais famosas fazem mais dinheiro que algumas outras. Desde o nascimento do PayPal em 1998 – talvez a primeira fintech que temos notícia, muitas empresas começaram a surgir para morder o pedaço do mercado que bancos costumavam liderar sem ameaças.

Depois disso, começaram a surgir mundialmente cases que chamara a atenção. Caso do Simple Bank, adquirido pelo BBVA, Square – do fundador do Twitter e Paytm, na Índia. Era uma revolução que se iniciava.

fintechs-bilionárias

Fintechs unicórnios (Fonte: WSJ)

China Rapid Finance

É o Lending Club da china. O aplicativo mobile já emprestou grana suficiente para se comprar um país pequeno da América Latina. Com mais de 4000 funcionários é o maior case de empréstimos pessoais. Avaliada em U$1 bilhão.

Kabagge

Empréstimo para pequenas empresas, de forma simples e funcional. Através de um sistema interligado com API‘s, a plataforma americana permite a leitura de dados de vendas de Amazon, Paypal, Square, eBay, entre outros serviços para liberar crédito. Avaliação: U$1 bi.

Avant

Outra de empréstimo. A plataforma já emprestou dinheiro para cerca de 450 mil pessoas! Com um algoritmo apuradíssimo, ela concede empréstimos pessoais e refinanciamento de dívidas, 100% online. Avaliação: U$2 bilhões. Local: Chicago – USA.

Credit Karma

9 em cada dez listas citam a Credit Karma como uma das maiores potências no segmento de fintechs. Por quê? Além de ter mais de 40 milhões de usuários registrados, a plataforma permite que clientes controlem seus gastos, busquem melhores condições de empréstimo e conheçam a saúde financeira própria. Avaliação: U$3,5 bilhões. Local: USA.

Funding Circle

A inglesa FC, está avaliada em U$1 bilhão. Ajuda pequenas empresas a tomar empréstimo rápido, sem a necessidade e burocracia de bancos. 15 mil empresas já tomaram empréstimos e mais de 48 mil pessoas já investiram. Mais de um bilhão de libras já passaram pela plataforma.

Powa

A Powa Technologies é inglesa também. Ela influencia consumidores a comprar de forma intuitiva no varejo on-line e off-line. Além de uma plataforma Saas para gerenciar ações de marketing, a empresa também possui um mPos que vem crescendo aceleradamente por lá. Avaliação: U$2, 7 bilhões

SoFi

A fintech dos universitários. Além de financiar (e refinanciar) o crédito estudantil, a SoFI (Social Finance) já está emprestando dinheiro para consumo e hipoteca nos EUA. Avaliação: 4 bilhões.

Brex

O Brex com pouco tempo de vida já tem fama, dinheiro e já é um unicórnio. Fundada no Vale do Silício por brasileiros, o cartão de crédito para empresas que tem pretensão de ser uma conta pj para startups.

Zhongan

A Zonghan é chinesa e atua como um marketplace e plataforma para seguradoras analisarem risco, para corretoras finalizarem o contrato e minerar dados para tomada de decisões no mercado asiático. Avaliação: U$8 bilhões.

Stripe

Super hype dos pagamentos, o Stripe é a plataforma de pagamento mais cobiçada no mundo. Considerada a mais inovadora também, está avaliada em U$ 5 bilhões e está em grande expansão no mundo (já estão em 24 países). Fundada na Irlanda.

Adyen

Holandesa, a Adyen é a principal oponente do Stripe no mundo. Com uma forte atuação no mercado corporate, a empresa vem tomando seu espaço de forma considerável. É inclusive uma das poucas que consegue com excelência, atender projetos omni-channel. Avaliação: U$2,3 bilhões.

Lufax

Simplesmente o maior P2P para empréstimos pessoais da China. Pessoas e empresas podem ter acesso a crédito, financiados por outros usuários da plataforma, que recebem comissão sobre empréstimos realizados. Avaliação: U$9,6 bilhões. É a mais “cara” da lista.

Mozido

O app Mozido é um sucesso. Além de realizar pagamentos, é também um aplicativo para fidelidade muito eficiente. É o que o Foursquare não conseguiu fazer no mobile. Os números dela são impressionantes. Avaliação: U$2,4 bilhões. Local: Austin, Texas.

Klarna

É uma plataforma de pagamentos focada no e-commerce que proporciona uma segurança maior para compradores, garantindo através de um seguro, a realização da compra + entrega sem riscos. Fundada em 2005, está avaliada em U$1,4 bilhões. É americana.

Nubank

A fintech brasileira é uma das maiores do mundo e isso porque mais de 5 milhões de pessoas usam o app e a NuConta. Também porque o histórico de funding também é benchmarking para todos os bancos digitais.

Lakala

Fornecedora de soluções de pagamento para serviços financeiros, a chinesa Lakala é uma das pequenas gigantes que conseguem controlar pagamentos off-line no país e realizar empréstimos de forma rápida. Avaliada em U$1,6 bilhões.

Prosper

A Prosper é um site/app de financiamento P2P que está arrebentando nos USA. Concorrente direto do Lending Club (do Google), a plataforma já emprestou mais de U$6 bilhões. Avaliada em U$1,9 bilhões.

Paytm

É o principal nome da Índia quanto o negócio é digital sales e pagamento. Fundada em Nova Delhi, a plataforma permite que lojistas possam receber através de soluções e-commerce e mobile. Avaliação: U$1,9 bilhões.

TransferWise

É uma fintech inglesa (fundada por estonianos) que revolucionou o negócio de envio e recebimento de dinheiro entre países. Apesar do foco ser o envio de remessas a empresa lançou uma conta digital e um cartão empresarial.

Stone

A Stone provou a força das brasileiras indo para a Nasdaq e fazendo bonito! É uma das maiores empresas de pagamento do mundo!

Melhores links sobre Fintechs

A revolução financeira é de fato capitaneada pelas fintechs, que vão precisar nascer em cada vem em maior número para acomodar uma nova legião de consumidores que ainda não chegou. Separei alguns links aqui sobre o tema:

 

(mais…)

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Economia da Recorrência

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A Economia da Recorrência é a economia das assinaturas, ou melhor, a economia das empresas recorrentes (planos, mensalidades e assinaturas). Talvez essa seja a melhor definição para o termo. Eu e o Mauricio Kigiella (fundador da Smartbill) começamos a usar esse termo lá em 2012, enquanto a Netflix disparava na bolsa americana e quando ainda não se falava nesse assunto no país. Traduzi o termo subscription economy, usado por empresas como Salesforce, Zuora e pelas consultorias que estavam começando a estudar essa nova economia. É bem comum também lermos por aí: economia de membros (membership economy).

A economia da recorrência (subscription economy) é a transformação das relações comerciais entre consumidores, empresas e segmentos, baseando o consumo em acesso, não em propriedade.

Não há melhor exemplo para ilustrar a economia da recorrência, do que citando os principais serviços de assinatura do mundo, seja streaming filmes, programas de sócio torcedor, apps de música, plataforma de jogos, planos de academia, escolas de idiomas, softwares, assinatura de livros (e revistas) e conteúdo digital. Todos esses negócios são recorrentes, portanto inseridos na economia da recorrência.

A Economia da Recorrência

Diante de tanta mudança no consumo nos últimos anos, a economia da recorrência é o principal modelo de milhares de gigantes de software, marcas fortes como a guitarra Fender, redes de academia como a Smartfit, tags de pedágios como o Sem Parar e o surgimento de “colossos” como Netflix e Spotify. Podemos então dizer, que essa nova economia não seja tão nova assim, já que planos, mensalidades e receita recorrente existe há muito tempo.

economia recorrencia

Foto: Vindi

Por falar em consumo, esse foi o grande motor para que milhares de empresas recorrentes nascessem. Depois da revolução digital, as chamadas “recorrentes” dominaram a retomada da internet pós-bolha. Salesforce, Netflix, Adobe e empresas centenárias precisaram remodelar a forma com que chegava aos usuários, pois eles tinham mudado o perfil de consumo.

Antes da morte da locadora e da caixinha do Photoshop, a indústria de softwares preparava uma revolução grande em termos de distribuição. A internet e a mudança do perfil de consumo das pessoas impulsionou esse movimento.

A Vindi possui inclusive, um evento focado nessa indústria recorrente.

recorrencia evento

A economia da recorrência insere todas empresas com modelos recorrentes de venda, dentro dela.

Transformação digital e execução de negócios em massa

Não há como negar que a pioneira a chacoalhar um mercado foi a Salesforce. Toda indústria de softwares no mundo, torceu o nariz quando eles começaram a vender software como serviço (software as a service). Fundada em 1999, por Marc Benioff (ex-executivo da Oracle), a empresa ditou os rumos do setor e transformou gigantes de tecnologia que precisaram seguir o modelo, que havia começado a se consolidar.

Isso também aconteceu com a indústria do entretenimento (cinema, música, artes e mercado adulto). O advento da pirataria, do acesso a conteúdos grátis, arruinou a indústria fonográfica, cinematográfica e de licenciamento de produtos. Marcas centenárias foram pressionadas a mudar, outras simplesmente desapareceram. Esse mercado em ruínas trouxe um ambiente extremamente favorável para empresas com capacidade de agregar conteúdo profissional, com curadoria, preço acessível e tecnologia nascerem. Netflix, Spotify, Apple, Disney, Amazon entre outras gigantes fizeram a leitura e lá atrás começaram a testar modelos de acesso a conteúdo. Onde os usuários eram donos do acesso, não da propriedade de um produto. Isso mudou tudo. Uma completa transformação digital.

Não éramos mais donos de CDS, DVDs, de livros e outros tipos de produto. Começava a era da economia do acesso.

A Economia do Acesso

Diante dessa mudança de modelos, quebras de monopólios, as pessoas não aceitavam pagar por preços altos, o acesso a conteúdos. A assinatura do Spotify do Deezer, eram menores do que alugar um filme na Blockbuster. Fazer uma academia não era mais sinônimo de ter que deixar 12 cheques pré-datados e adquirir um simples software de edição de fotos, não era mais um sofrimento em termos de aquisição.

A economia do acesso, como o próprio nome diz, é a mudança de propriedade para acesso. As pessoas estão deixando de comprar, adquirir produtos para consumir serviços. As novas gerações já desmontam diversos modelos tradicionais, consumindo somente o que vão necessariamente usar. É assim com música, filmes, carros, estacionamentos, jogos, educação, softwares, comida e outros muitos setores.

Com base na Vindi e nas experiências que tivemos sendo um hub de pagamento de diversas emrpesas, escrevi um livro sobre esse tema, o Economia do Acessoveja.

economia do acesso

O manifesto da Economia da Recorrência

Escrevi o manifesto da Economia da Recorrência, ainda em 2013, com o intuito de explicar melhor para as pessoas do porquê que esse novo modelo é transformador. Ele pode ser lido na sua íntegra, aqui. Porém vale ilustrar quais principais premissas desse manifesto:

  • 1. Simplicidade na adesão e no cancelamento;
  • 2. Precificação baseadas em consumo, tabelas ou ranges;
  • 3. Serviços transparentes (sem “contratos leoninos”);
  • 4. Serviços e produtos “as a service” (direitos de acesso e não propriedade);
  • 5. Conveniência, comodidade e utilidade.

Não se trata apenas de ter uma empresa de serviço e implantar a chamada cobrança recorrente. Para exemplificar ainda mais quais negócios podem ser caracterizados e inseridos na economia da recorrência, vale aqui um parágrafo sobre.

Tipos de negócios recorrentes

Empresas que usam régua de cobrança como Assinaturas tradicionais (de livros, revistas e serviços online), seguros, mensalidades escolares, bancos, planos de telefone, planos de academia, mensalidade de cursos, apps de games e serviços digitais, compra recorrente de produtos (cesta básicas, higiene, ração pet e etc), programas de sócio torcedor, pagamentos mensais de software, entre outras dezenas de tipos de negócios.

O vídeo da Vindi ilustra bem a tese da recorrência. Assista abaixo.

Maiores cases recorrentes globais

  • Slack
  • Salesforce
  • Netflix
  • Spotify
  • Adobe
  • Steam
  • Amazon Prime
  • Mailchimp
  • Microsoft
  • Google

Maiores cases recorrentes nacionais

  • Smartfit
  • Playkids
  • Sem Parar
  • Editora Abril
  • Alura
  • EduK
  • Empiricus
  • Multiplus
  • Palmeiras
  • WhirlPool
  • Totvs
  • Linx
  • Kroton
  • Porto Seguro

Grandes empresas (incluindo as brasileiras) se movimentam para essa transformação mas ainda há muito espaço para consertar possíveis rotas em colisão. Parte dessa mudança está justamente na mudança de consumo, que as pessoas promovem.

Para se ter uma ideia, nos anos 60 a expectativa de vida das empresas da Fortune 500 (500 maiores do mundo) era de 60 anos, nos anos 80, elas passaram para 30 anos e atualmente a expectativa está beirando 10 anos. Fonte: McKinsey

Outro vídeo legal sobre o tema, que fiz com a Alura. Assista!

A revolução já começou, principalmente para quem tem um sonho grande.

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