O que é a economia do compartilhamento?

Estamos vivendo um momento de transição ideológica no mundo. Depois de várias décadas apoiados em um capitalismo interessado em propriedades, posses e capital, é possível observar um fenômeno de compartilhamento que vai contra esses paradigmas. Trata-se da economia do compartilhamento. Um termo que talvez seja desconhecido, mas tenho certeza que você irá reconhecer pelo exemplos apresentados. Vamos lá!

O que é a economia do compartilhamento?

Em 2015 ouvimos falar bastante nos noticiários sobre o Uber, um serviço de transporte privado semelhante aos táxis, porém com um intuito de ser mais próximo a uma carona do que de um serviço empresarial. Esse tipo de serviço é um exemplo da economia do compartilhamento: é prestado apenas para entregar um benefício ao consumidor, e não a posse de um bem. Ao invés de comprar um carro para utiliza-lo uma hora por dia, você pode simplesmente utilizar o Uber para se locomover. Do outro lado, um motorista que poderia ser particular de uma família e, provavelmente, ficaria ocioso grande parte do dia, pode prestar seu serviço de maneira constante.

A principal característica da economia do compartilhamento é o mutualismo. Todos sempre podem sair ganhando. Talvez você esteja familiarizado com o termo coachsurfing – uma tendência entre os jovens que, ao viajar, ao invés de ficar hospedados em hotéis, ficam na casa de outras pessoas que possuem acomodações sobrando. Ganha o viajante, que pode ficar em um local aconchegante e barato. Ganha quem está hospedando, que pode ganhar um dinheiro extra.

A questão da sustentabilidade

Quando dizemos que todos sempre podem sair ganhando, podemos incluir na conta também o meio ambiente e a sociedade como um todo. Ao deixar seu carro na garagem e compartilhar uma carona para o trabalho, você estará indiretamente reduzindo a poluição e melhorando o trânsito na sua cidade. É por isso que a economia do compartilhamento é muito associada com a sustentabilidade, pois ao compartilhar produtos e serviços estamos otimizando os gastos necessário para atingir determinado benefício.

economia do compartilhamento
Foto: The Economist

Ao invés de comprar um cortador de grama e utiliza-lo poucas horas por mês, você pode comprar coletivamente com seus vizinhos e estabelecer um rodízio. Cada um terá que desembolsar um valor muito menor para adquiri-lo e, depois de alguns anos de uso, terá apenas um cortador indo para o lixo, ao invés de um por cada casa. São pequenas coisas do dia a dia que podem fazer a diferença, tanto para o seu bolso quanto para o meio ambiente.

O impacto no mundo

Como já observamos anteriormente, o capitalismo tem como base o consumismo e a acumulação de bens, e toda a economia gira em torno disso. A partir do momento em que as indústrias passam a vender um carro ao invés de cinco porque as pessoas estão compartilhando, os impactos deixam de ser apenas pessoais e ambientais e passam a afetar também a economia.

É claro que a economia de compartilhamento terá que enfrentar uma forte resistência de quem está se dando bem com esse sistema, mas a tendência para os próximos anos é que os consumidores passem a ver os benefícios que o colaborativismo pode trazer e veremos mais empresas de sucesso como o Uber, o Airbnb e o Coursera.

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