Full Sail University, a universidade do futuro.

Há quem diga que centenas de profissões serão substituídas por robôs e softwares. E isso é bem verdade. Pelo menos sou um dos defensores que administradores, economistas, advogados entre outros especialistas, terão uma competição dura e desleal pela frente. Softwares já processam dezenas de milhões de cálculos para: tomar decisões, administrar dinheiro e até identificar problemas altamente complexos.

E o que teremos pela frente então? A morte da maioria das profissões? Sim.

Mas não há o que se preocupar. Você também precisará se transformar e isso é ótimo, mesmo que não goste de mudança.

A nova educação

Qual é a nova educação? Que cara ela tem?

A Hyper Island está no Brasil desde 2014. Se você não conhece essa escola sueca, chegou a hora de tirar o atraso mental sobre o que vai ser referência em educação no mundo. A “Hyper” é uma escola do futuro. Com o slogan de “Change Tomorrow“, a escola já colocou o pé em algumas das capitais mais transformadoras do mundo, inclusive São Paulo. Para fazer um curso de negócios intensivo de três dias, você precisará desembolsar U$ 4.000 (cerca de R$14.400).

Estocolmo, São Paulo, Londres, Nova York, Manchester, Singapura e Karlskrona (na Suécia) foram os pontos que a Hyper Island escolheu, para transformar algumas pessoas que entenderam que a universidade tradicional não será mais uma realidade nos próximos anos.

Essa também é a proposta da Perestroika, escola brasileira focada em futurismo. Outra lição: procure saber. Depois da volta do Tiago Matos da Singularity University, ele foi lá e fez a Perestroika funcionar como a principal escola de inovação no país com cursos de diferentes temas e áreas. A Perestroika é bem diferente, assim como a Hyper Island. Só pelos nomes dos cursos: “Chora PPT”, “Friends of Tomorrow”, “Da lama ao Caos”, entre outros, já vale a curiosidade.

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Foto: Reprodução Perestroika

Há alguns anos, ter um curso desse no currículo seria questão de deboche pela maioria dos recrutadores. Agora, arrisco dizer que esse tipo de carimbo, além de dar profundidade no conhecimento obtido na educação tradicional, será um grande diferencial para qualquer profissional (principalmente para aqueles que não ligam para diplomas).

Outro caso espetacular é o do núcleo formado pela Caelum, uma escola de tecnologia sediada em São Paulo. O grupo além da própria escola presencial, tem uma escola on-line (que é a prata da casa), uma editora, a Casa do Código e um fórum (o GUJ) que é por si só, uma universidade express, com programadores e estudantes compartilhando, apreendendo e questionando tudo em volta de tecnologia e programação.

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Foto: Reprodução Alura.com

É um sistema inteiro em prol da comunidade de desenvolvedores no país. O GUJ, por exemplo, tem mais tráfego orgânico que muito site famoso.

Para se ter uma ideia, 90% dos professores e instrutores da Caelum são ex-alunos da escola.

Forte, não?

É para qualquer acadêmico se perguntar: como que uma escola, nascida na garagem, vem conseguindo formar mais CTOs (chefes de tecnologia) que faculdades de Ciências da Computação?

A minha teoria é que: “para se criar uma nação ou país, com poder econômico e tecnológico para liderar o mundo, esse vai precisar formar um verdadeiro exército. De programadores.”

De um outro lado o Descomplica é uma escola que potencializa que alunos consigam a tão sonhada faculdade, ajudando no Enem. A eduK (considerada a Netflix da educação) ensina milhares de pessoas a aprenderem fotografia e culinária de uma forma primorosa.

É a nova cara da educação? Sim.

Full Sail University, a universidade do futuro.

Eu fiz quatro cursos superiores: me formei em Publicidade, fiz uma pós-gradução em Finanças outra em Marketing. Tentei de tudo para me tornar um cara enviesado na comunicação, apesar da minha carreira financeira. Ibirapuera, Mackenzie e FGV me deram diplomas. Em 2011, afinei um pouco as escolhas anteriores, fazendo em Stanford, um curso de negócios em tecnologia. Paguei todos esses cursos com muito esforço e dedicação. E achava que o que me faria ir além era me preparar ainda mais, em educação executiva.

Acertei na aposta de educação, mas errei feio no quesito “executiva”.

O que mais me trouxe benefício nos últimos 5 anos, desde a minha última investida em ensino superior, foi a educação não convencional. Coisas que meus sócios me ensinaram, que parceiros me provaram e tudo que li em livros de tecnologia, inovação e blogs independentes de empreendedorismo.

“Para se criar uma nação ou país com poder econômico e tecnológico para liderar o mundo, esse vai precisar formar um verdadeiro exército. De programadores.”

A convite de um amigo, o Tartuci, fui conhecer que negócio é esse de educação que havia trazido para o Brasil. Ignorância minha, nunca ter ouvido falar ou prestar a atenção na Universidade Full Sail. A Full Sail foi fundada em 1979 em Ohio, USA, com um formato de workshop de vídeo produção. Atualmente a sede da universidade é em Winter Park, Florida.

image full sail university

O que essa universidade tem de tão importante, que mereceu um post exclusivo?  

Vamos começar pelas curiosidades.

– Atualmente a escola tem 16.000 alunos em formação. Tecnologia, design, cinema, música, games, negócios e marketing são alguns dos cursos oferecidos pela universidade;

– Ao invés de 4 anos, tempo usual de graduação, você estudará apenas 2 anos;

– Valor médio do curso: USD 70k;

– Mais de dezenas de ex-alunos são vencedores do Oscar, vencedores do Grammy e vencedores do Emmy, especialmente os dos cursos de som, cinema e música. Um bom exemplo é o Gary Rizzo, produtor de som preferido do badalado Christopher Nolan, diretor do Batman. Gary é ex-aluno da Full Sail e já produziu Batman “Dark Knight”, “Interlestellar” e ganhou o Oscar com o espetacular “Inception”. Gary Rizzo conta que seu pai surtou quando soube que ele queria estudar design de som.

A visita que fiz na Full Sail Experience Center (em São Paulo), foi rápida, mas consegui tirar algumas das impressões do que o campus americano pode oferecer para quem quer flutuar por lá.

Veja os vídeos que gravei pessoalmente do lugar.

Imagine a cara de espanto dos pais da classe média recebendo o:

– “Pai não quero estudar direito, quer fazer um curso de cinema na Full Sail”.

– Pai: “Essa escola não tem nem nome. E como podem ensinar um curso superior em dois anos?”

Hyper Island, Perestroika, Alura e Full Sail University são as escolas do futuro. Sem muros, provas desnecessárias ou métodos tradicionais. As novas gerações não suportarão “a escola tradicional.”

Me cobre daqui 10 anos.